08 junho 2011

Linguagem entre Pais e Filhos

O que é a linguagem? A linguagem é o primeiro sistema de sinais que o bebé usa para se relacionar com o seu meio e para desenvolver aprendizagens. Desde cedo, a criança aprende a identificar os sons e o seu significado, inclusive a distinguir o tom com que se dirigem a ela. Deste modo, o bebé sabe se os pais estão zangados ou se demonstram afecto e carinho.

A aprendizagem da linguagem é um passo prévio e indispensável para a aprendizagem da leitura e escrita, sendo uma das formas de tomar consciência de tudo aquilo que nos rodeia. Além da linguagem, também se utilizam outros mecanismos de manifestação que permitem contacto com os pares: os gestos, os olhares, a expressão do rosto...estes elementos manifestam-se através de atitudes, sentimentos, predisposições e motivações que permitem uma comunicação interpessoal transcendente, sendo fundamental que estejam em sintonia.

Linguagem verbal e não-verbal/gestual
As  sensações que chegam às crianças através dos neurónios, ainda  na barriga da mãe, são essenciais. Desde os primeiros momentos de vida, o bebé capta a intensidade do afecto, da segurança que  lhe é transmitida através de pequenos gestos, avaliando assim o adulto quando este interage consigo.
Neste sentido, é muito importante os pais terem em atenção o modo como falam com os filhos e os sinais que lhes transmitem, nunca esquecendo que os filhos através desse modo de comunicar efectuam diversas aprendizagens, não só linguísticas como sociais e emocionais.

A linguagem é social, e está limitada pelos conhecimentos de cada um. Os símbolos são pessoais e inesgotáveis. A  possibilidadede de combinar ambas as linguagens (verbal e gestual) transfere à comunicação um papel primordial no relacionamento e contacto com os outros.


Adaptado : guiainfantil.com

11 maio 2011

Perfil de Bons Pais

Respeite os seus filhos
Aos filhos é devido o reconhecimento de uma personalidade própria. Respeitar-nos-ão mais se mostrarmos saber aceitar também o seu modo de ser naquilo que não nos agrada.
Respeite-se a si próprio
Um pai que se sacrifica a si próprio e não escuta os próprios desejos habitua os filhos a não ter limites e torna-os egocêntricos.
Dê ternura
As expressões de afecto (sorrisos, abraços, mimos) são importantes para dar aos filhos segurança sobre o seu próprio lugar na família e no mundo.
Estabeleça regras
As crianças, os adolescentes, têm necessidade de limites, de regras, que representam uma base de partida para dar sentido ao mundo que nos rodeia.
Construa o diálogo
É bom comunicar com os filhos, dando atenção à própria capacidade de escutar e de enfrentar os conflitos.
Valorize os seus filhos
Reforça a auto-estima dos filhos e dá-lhes força interior para enfrentar a vida.
Não seja demasiado permissivo
É preciso dar aos filhos liberdade de expressão, mas dentro de limites e de regras claras.
Não use violência física ou verbal
Cada gesto violento, ainda que apenas verbalmente, apaga a possibilidade de uma verdadeira relação afectiva e cria personalidades violentas ou tímidas e incapazes de se exprimir.
Conduza os seus filhos ao crescimento
Protecção, acompanhamento e alegria em pequeninos; autonomia cada vez maior e crescente responsabilização, à medida que forem crescendo.
Passe mais tempo com os seus filhos
Os pais devem “perder” mais tempo com os filhos. A frase é muito popular e de compreensão imediata. A ideia pode ser uma resposta, em tempo real, ao vazio das nossas famílias, à dificuldade dos pais em conversar com os seus filhos, à frágil e enfraquecida sociedade mais preocupada com a marca das sapatilhas dos seus filhos do que com a sua consciência.


Fonte:http://historiasparaosmaispequeninos.wordpress.com
Imagem: dicasdiarias.com

Como estragar um Filho - 10 maneiras

1. Ande com um ar deprimido;
2. Transforme a família numa caixa cheia de solidões;
3. Coloque a família sempre depois do trabalho;
4. Superproteja-o;
5. Deixe-o colado à televisão toda a tarde;
6. Recorde as "más maneiras",
7. Encha-o de lambices;
8. Tem que ser o mais bonito de todos;
9. Venda-o ao êxito desde pequenino;
10. Faça-lhe crer que a vida é um paraíso.



Os verdadeiros educadores jogam sobretudo a carta da prevenção e não a do alarmismo, este é um alerta a pais que por vezes só se dão conta de erros cometidos constantemente depois dos seus filhos crescerem.


Fonte:http://historiasparaosmaispequeninos.wordpress.com
Imagem:cotidianourbano.wordpress.com

06 maio 2011

Relação Pedagógica centrada no Aluno

A relação pedagógica é o contacto interpessoal que se gera entre os intervenientes de uma situação pedagógica e os resultados desses mesmos contactos entre eles. Num sentido lato, a relação pedagógica abrange todos os intervenientes directos e indirectos do processo pedagógico, desde professores a auxiliares, e seu impacto no desempenho escolar dos alunos. Qualquer que seja a temática a abordar relativamente à actividade escolar, vem sempre ao pensamento o papel a desempenhar pelos professores. Inicialmente o professor era essencialmente o transmissor do saber e o aluno deveria ser o receptor humilde e obediente, dado o estatuto de inferioridade etária e cultural. Hoje em dia, a escola deixou de ter apenas a função de transmitir saber e passou a incentivar a criação/recriação do saber. O professor tornou-se o organizador da aprendizagem e o estimulador do desenvolvimento cognitivo e socioafectivo do aluno. 
A escola surge assim como instituição criada para a transmissão intencional do saber considerado socialmente útil, a sua primeira função é naturalmente uma função de transmissão cultural.
A busca do sucesso na relação pedagógica assenta na tentativa de responder às necessidades individuais de todos e cada um dos alunos. As necessidades individuais podem ser relativas: a determinada faixa etária, a determinado contexto e necessidades próprias do aluno. Também as motivações e necessidades sentidas pelo aluno devem ser consideradas pelo professor, pois, dificuldades na relação pedagógica prendem-se com a discrepância entre as motivações e necessidades. O professor deve tentar caracterizar a motivação dos seus alunos de forma a tentar integrá-la nas tarefas de aprendizagem e escolher de forma adequada as opções didáctico-pedagógicas. Também em situação de aprendizagem a auto-estima do aluno pode ficar comprometida, caso seja experiênciada de forma negativa, assim, o erro deve ser entendido pelo professor como promotor de sucesso.
Sendo assim, parece importante considerar a comunicação, as expectativas e as representações pois estas têm um papel importante na gestão dos processos educativos.
Na relação pedagógica o destinatário é essencialmente o aluno, mas, não deixa de ser importante que o adulto, o professor, se assuma como um ser em construção.
Além disso, não sabendo tudo, ele é, quem na sala de aula, mais sabe. É assim que os seus alunos o vêem e é no confronto com o seu saber que eles se formam.
Há muitos alunos pré-etiquetados negativamente (como também positivamente), dada a sua proveniência social, a cor da pele, etc. Estes preconceitos sociais podem ser agravados pelos professores, quando consideram tais alunos, como tendo menos capacidades. Deste modo, os professores tenderão a solicitar mais vezes os bons alunos e a reprimir os que consideram maus alunos. A forma como a turma é gerida tem uma relação forte com a disciplina e a indisciplina, sendo esta última, uma das maiores preocupações do professor. Se a moral e a produtividade do grupo dependem do interesse suscitado pela prossecução dos fins estipulados, a inadequação dos fins propostos ou a falta de motivação dos alunos pode levar a atitudes de agressividade contra os colegas e professores. Neste sentido, actos de indisciplina são comportamentos não coincidentes com as regras consideradas necessárias ao eficaz desenvolvimento de situações escolares, regras essas definidas pela própria instituição e também pelo professor que, “ nas suas aulas”, usa frequentemente o poder de exigir os comportamentos e atitudes necessários ao seu desempenho profissional e de determinar quais deles podem ser qualificados de indisciplinados.
Relativamente às causas da indisciplina, não existe consenso, daí ser um conceito subjectivo, no entanto, apontam-se como possíveis causas o disfuncionamento familiar, a falta de valores por parte o aluno, a falta de perspectivas para o futuro, o mau relacionamento com os professores e a comunicação social. Daí a importância da adequação do currículo às necessidades e interesses dos alunos, da planificação cuidada, da variação dos estímulos e dos projectos motivadores capazes de suscitarem entusiasmo e de canalizarem a energia do grupo para a produção de trabalho e para a realização de níveis elevados de aspiração.
Por fim o meio familiar, assume um estatuto de óbvia importância para o sucesso dos alunos, sendo importante considerar o conjunto de representações e expectativas dos pais face ao aluno, face à escola e à relação escola - meio familiar. A relação do meio escolar com o meio familiar constitui um factor potenciador do sucesso ou não da relação pedagógica. É importante que as crianças sintam que os pais se interessam em contactar a escola regularmente e não só quando algo corre menos bem, isto pode ser factor promotor de motivação e sucesso. A comunicação com os pais deve: iniciar-se o mais cedo possível, ser regular, deve ser assente numa atitude positiva, ou seja, que valorize mais as competências do que os insucessos e deve evitar a utilização da linguagem técnica da escola.
A capacidade de se conseguir responder com sucesso às diferentes necessidades de diferentes indivíduos, oriundos de diferentes contextos e famílias através de diferentes professores e com diferentes procedimentos será, o maior e eterno desafio de um sistema educativo. No entanto, e sem pessimismo, tememos por vezes que, como alguém dizia, diferenciação em pedagogia seja algo de que todos falam, alguns sabem o que é, poucos praticam!!!

19 abril 2011

Desenvolvimento Infantil - Importância da Estimulação

O modo como a criança desenvolve a sua pessoa, ou seja, como se organiza e como elabora as acções e trocas com o meio que a rodeia, está dependente de dois aspectos, potecialidades e processos predeterminados. As potencialidades, ou seja, o conjunto das capacidades que se revelam através das interacções e inter-relações do sujeito com o seu ambiente, e os processos predeterminados, que estão imediatamente operacionais, tal como, a sucção, porém outros, como a preensão, estão programados no seu desenvolvimento temporal. Estes dois aspectos encontram-se interligados, visto que a expressão das potencialidades depende do modo como se vão desenvolver os processos que permitem que a criança aja sobre o meio.
Todo o desenvolvimento a que a criança se vai submeter irá se exprimir num ambiente particular, o da família. Neste sentido, tudo aquilo que se vai suceder está de certa forma dependente do contexto familiar. Portanto, a qualidade das relações que a criança experimenta neste ambiente adquirem uma importância notável. São estas relações que serviram como modelo das posteriores aprendizagens da criança. 
A primeira infância é das fases mais críticas e vulneráveis no desenvolvimento de qualquer criança, é nesta altura que se estabelecem as bases para o desenvolvimento intelectual, emocional e moral.           
Por volta dos 4 anos a criança encontra-se no pré-escolar, é aqui que a criança desenvolve desde o vocabulário, à coordenação, pensamento intelectual e capacidades de relacionamento. O treino da motricidade fina é fundamental, pois é a aquisição de habilidades motoras que promovem a exploração tanto do espaço como dos objectos, proporcionando à criança aprender as características dos objectos e as suas relações com o ambiente. Esta motricidade é fundamental para o desenvolvimento de aprendizagens como a escrita, destreza manual, entre outras. É esperado que a criança com esta idade já consiga desenhar uma cruz, virar as páginas de um livro e segurar correctamente num lápis.
A nível cognitivo, nesta idade, a criança através do uso simbólico da linguagem e da resolução intuitiva de problemas, começa a compreender a classificação dos objectos, apesar disso o pensamento da criança é caracterizado pelo egocentrismo, a criança centra-se num único aspecto de uma tarefa, não conseguindo operacionalizar através da compensação ou reversibilidade.  
Quanto à linguagem, esta é agora capaz de acompanhar as ideias mais complexas, conduzindo a novas ideias. Nesta idade a criança ainda está a aperfeiçoar os vários sistemas linguísticos, tais como os pronomes, os verbos auxiliares e irregulares e a voz passiva, ainda comete alguns erros lógicos como “Aquele é o mais melhor”, de qualquer modo a criança ao iniciar a sua vida escolar, a utilização da linguagem é de forma geral correcta e os tipos básicos de frases que usa são de um modo global semelhantes aos dos adultos.
A percepção visual, capacidade de cada indivíduo em captar os pormenores visuais, é importante não só para as crianças como para todos, abarca não só a habilidade visual como também a memória, raciocínio, atenção, estratégia de resolução de problemas e conceitos específicos, assim facilita o processo de interacção do indivíduo com o seu meio e contribui significativamente para uma compreensão mais concreta do que o rodeia. 
Outra área de grande relevância em todo este processo de desenvolvimento é a socialização e a autonomia. É nesta idade que a criança começa a desenvolver a competência social e as suas relações mais fortes de interacção com os pares, deixa de ocorrer a chamada brincadeira paralela, em que se encontram lado a lado com outra criança a brincar com os mesmo materiais, mas não interagem. Deste modo, começam a criar relações de amizade, ou seja, começam a interagir e a criar uma associação íntima com o outro. O desenvolvimento da competência social nestas idades é bastante relevante, fornece suporte e autoconfiança à criança.
No que diz respeito ao processo de autonomia, este desenvolve-se em estreita união não só com o contexto familiar, sendo este o primordial, como também com o contexto social constituído por diversos indivíduos e pela estrutura social alargada em que a criança cresce.
À medida que as crianças vão crescendo estas passam por diversos estádios de desenvolvimento. Cada um deles dá à criança os fundamentos da inteligência, da moral, da saúde emocional e das competências escolares. Para cada estádio são necessários determinados requisitos e experiências, isto para que a criança consiga aprender e se desenvolver, deste modo são imprescindíveis as interacções que a criança estabelece ao longo destes estádios.
A criança na idade pré-escolar necessita de uma variedade de experiências que se mostram essenciais para sustentar o seu desenvolvimento. Cada criança adquire as suas experiências de acordo com o seu ritmo de aprendizagem e desenvolvimento, neste sentido não é aconselhável nem desejável apressar a criança para determinadas aquisições. Além disto, devemos ter em consideração que dentro do próprio desenvolvimento de cada criança as suas competências motoras, cognitivas, emocionais, sociais e de linguagem, se podem desenvolver em ritmos diferentes. Deste modo devemos não apressar mas sim ajudar a criança a ultrapassar as dificuldades e promover um crescimento e desenvolvimento saudáveis.
Disciplinar as crianças é essencial, isto para que elas se sintam confiantes na sua motivação própria. À medida que a criança cresce, ela reconheça o que faz mal, as consequências desses actos praticados e o modo de os reparar. Neste sentido, torna-se relevante o papel da auto-estima, uma criança disciplinada tem uma maior noção do seu papel. A criança que acredita em si própria enfrenta melhor os seus erros e as suas fraquezas.

    É essencial  reforçar a autonomia e independência para que desse modo a criança se desenvolva e cresça ao seu ritmo, contudo de maneira saudável.

Imagem: sfsites.blogspot.com
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